sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Festa de Merda!!!
domingo, 24 de agosto de 2008
aos amigos, que vão, vem, somem, morrem, nascem...
Dia fatídico, chato, trágico, chuvoso... Do jeito que sempre gostei. Que ironia não, mas isso me dá forças, me alimenta a alma, me dá fogo aos olhos... Ouvi muita coisa que me deixou pra baixo, esbravejei, mordi os lábios, quase chorei, criei força, sorri ao final... Mas me deixou puto e pensativo, carrancudo, pensando em sumir, morrer, retornar, renascer... Igual a fenix, retornou das cinzas. Mas aqui o buraco é mais embaixo... A pegada é firme e renova sim, mas vem da merda mesmo... É sábado, os apelos pra sair são muitos, a vontade é pequena. Como disse um vez Luiz Del Castilho, o cigarro pra quem é sozinho é um puta amigo, e um amigo filho da puta...
He he, nada com um porrada atrás da outra pra gente aprender a desviar o rosto, achar uma brecha e escorregar por ali...
Vou sim sair, encontrar meus amigos que também como eu vão tomar por algum motivo, ou por ter alguém enchendo o saco, ou enchendo o saco de alguém, ou não tem porra nenhuma pra reclamar... Esses são os piores!!! Ficam cada vez mais ranzinzas...
A maq do tempo pra mim ainda tá sem pilha... Se eu pudesse voltar atrás, nem o apelido eu deixava de usar... Seria mais leve, sorriria mais, falaria mais, usaria mais jeans, menos camisa e gravata, cantaria mais, brincaria mais... passearia mais... Tomaria menos cerveja e mais suco, menos café e mais Gatoradde, dormiria mais abraçado e mais cedo, gastaria menos e comeria mais doces... e carne, ahhhh, carne...
Cadê minha juventude??? Tá aqui agora, mas me falta um pedaço que ainda não voltou... Fico velho, perco a noção, derramo a lágrima, me torno mais humano nas minhas falhas... Aprendi sofrendo que o que posso fazer é dar mais valor e respeito às pessoas...
Gente vai, gente vem, nasce um, morre algum!!! E o círculo da vida se renova aqui e ali, mas a perda é sempre sentida, a chegada comemorada... Quem eu gosto, por favor, não morram!!! Gosto muito de todos vocês, amigos, irmãos, pais, filha, amada... É duro ver gente mais nova que nós indo, mesmo sabendo que é provisório, que é só por um pouquinho, que sempre estaremos juntos, mas é aqui e agora que estou, é aqui e agora que quero vcs!!! O convívio, a alegria, a tristeza, tudo mais!!! Quero o bônus e o ônus!!! Mas só quero...
domingo, 13 de abril de 2008
Expressão
Raniere Garcia Paiva
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
E Fidel já era...

E essa semana me deparo com uma notícia que me deixou no mínimo pensativo: Fidel resolveu aposentar o coturno, a farda e o charuto cubano. Pois é, depois de praticamente meio século enfurnado dentro de uma farda verde velha, de um marxismo fabricado numa oficina no fundo de Pequim, de fuzis e salsa, sangue e merengue, finalmente, o velho opositor da vanguarda neo liberal decidiu que quer se aposentar, esquecer o passado, viver em Miami, comprar numa Dutty Free... O que me intriga é pensar: e agora? Todo cubano fica alegre ou triste, não tem mais discurso de domingo na praça, não tem mais a figura mítica, a raiva desenfreada, o carisma do grande líder. Vai mudar minha vida em alguma coisa? Duvido muito... O Povo vai ficar analfabeto, não mais vão haver balsas cubanas, nem Buena Vista Social Club??? Viva Fidel, viva la revolucion, e viva o Big Mac e o Nutella. Nem tudo nem nada, só mais do mesmo...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
ALTA FIDELIDADE 2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
reviravolta
eu me escoro contra o pára-choque de meu carro.
ela está bêbada e seus olhos estão molhados de lágrimas:
“seu filho da puta, você trepou comigo quando não
estava a fim. Disse pra eu continuar ligando,
disse pra eu me mudar pra perto da cidade,
e então me disse pra deixar você em paz.”
tudo muito dramático e eu gostando daquilo.
“claro, bem, o que você quer?”
“quero falar com você. Quero ir pra sua
casa e falar com você...”
“estou com alguém agora. Ela foi buscar um sanduíche.”
“quero falar com você...demora um pouco pra superar as coisas. Preciso de mais tempo.”
“claro. Espere até que ela saia. Não somos desumanos. Podemos tomar um drinque juntos.”
“merda” ela disse, “oh, merda!”
pulou dentro do carro e arrancou.
a outra apareceu: “quem era aquela?”
“uma ex-amiga.”
agora ela se foi e estou aqui sentado e bêbado
e meus olhos parecem molhados de lágrimas.
está tudo muito silencioso e sinto como se um arpão
estivesse atravessado no meio das minhas tripas.
caminho até o banheiro e vomito.
piedade, eu penso. Será que a raça humana não sabe nada
sobre piedade?
(Charles Bukowski)
domingo, 9 de dezembro de 2007
PROJETO ALTA FIDELIDADE
Após cinco anos de espera o ALTA FIDELIDADE finalmente volta para onde tudo começou: o Teatro Oficina da Universidade Estadual de Maringá. De quebra os organizadores firmaram uma parceria cultural muito promissora com a ADUEM (Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá), visando agitar constantemente o final de cada mês de 2008. Para quem não se lembra vai ai um histórico do evento:
* Alta Fidelidade 2003 - A Inimitável Fábrica de Jipes & Betty by Alone, exposição de fotos e poesias - Teatro Oficina da UEM;
* Alta Fidelidade 2004 - A Inimitável Fábrica de Jipes & Betty by Alone & Trial & Relespública, exposição de fotos e poesias - Asterisco Bar;
* Alta Fidelidade 2005 - A Inimitável Fábrica de Jipes & Faichecleres - Asterisco Bar;
* Alta Fidelidade 2006 - A Inimitável Fábrica de Jipes & Terminal Guadalupe, exposição de fotos e poesias - Asterisco Bar;
Para fechar 2007, o ALTA FIDELIDADE 2007 faz uma dobradinha e mais uma vez traz até Maringá a banda curitibana Terminal Guadalupe, grande promessa e destaque absoluto do rock parananense. O pessoal do TG promete apresentar o seu mais novo show desde o lançamento do aclamado "A Marcha dos Invisíveis". As honrarias da abertura caberão a maringaense Leminskes, que nos últimos meses vem se destacando no cenário regional. Então anota ai:
O que? ALTA FIDELIDADE 2007
Quando? 21/12/2007 as 21:00 hs (Pontualmente!)
Onde? TEATRO OFICINA DA UEM
Quem? LEMINSKES (MARINGÁ) & TERMINAL GUADALUPE (CURITIBA)
Quanto? R$5,00 (200 Convites na Portaria do Teatro)
O que +? POESIA, FOTOGRAFIA, PREMIAÇÔES, BLá, Blá, Blá
Apoio: ADUEM
Realização: ALTA FIDELIDADE
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
última canção
(Rubens K)
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Cachorro no vento...

fim de semana "Norte em chamas"...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
Sangue de Maria
Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques
Não mostre seu rabo pra Polícia Rodoviária.
Negociatas longas com grana curta é prejuízo na certa.
Não confunda o Evangelho com a Igreja.
Nunca dedure familiares ou amigos.
Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente.
Só porque é simples não significa que é fácil.
Não deixe seu olho grande preencher cheques que sua barriga vazia não possa bancar.
Se você não a quer, não a provoque.
Não estacione entre dois cachorrões jogando sujo.
Qualquer um amassa tomates; o foda é fazer o molho.
Nunca se é pobre demais para deixar de prestar atenção.
Não remoa por aí suas paranóias.
Nunca durma com uma mulher que considere isso um favor.
Se for atingido por um valentão, dê-lhe a outra face.
Se rolar de novo, atire no filho da puta.
Manter é sempre duas vezes mais difícil do que conseguir.
Nunca atravesse uma cidade pequena a 120 por hora com a filhota do xerife nua na garupa.
Nunca registre o preto no branco.Se você não está confuso então não tá entendendo nada.
Amar é sempre mais difícil do que parece.
(Jim Dodge)
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Leminskes, uma banda de amigos

se salva.
O rock é e sempre será a trilha sonora escolhida para ver a vida
correr, enquanto o trabalho consome mas alimenta, no momento em os amigos chegam e partem, no calor em que as paixões nascem e as vezes morrem com a gente. Mas não é só no rock que se encontram as palavras apropriadas para expressar esse turbilhão de sentimentos. As palavras também estão em movimento e carregadas de poesia nas páginas de inúmeros livros que nos inundam de emoções. E foi na combinação da distorção do som com a força das palavras que Leminskes buscou a sua inspiração. Uma clara referência e uma honesta homenagem ao poeta paranaense
Paulo Leminski, que tão bem soube brincar com os sons e com as palavras.
Formada em Maringá-PR e reunida em 2007, Leminskes conta com a voz de Daniela Corazza, com a guitarra de Rafael Souza (Sex Hansen, The Guavas e A Inimitável Fábrica de Jipes), com o baixo de Clériston "Gótico" Teixeira (Os Prolétas, The Jhones Project) e com a bateria de Igor Grande. Para o final de 2007, o primeiro CD da banda, com o nome provisório de “Canções Despedaçadas para Juntar os Cacos” deve ser lançado. A banda faz sua estréia no próximo dia 25/08, junto com o Terminal Guadalupe, uma das bandas mais bacanas e inteligentes da atualidade.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Terminal Guadalupe, uma super banda...
terça-feira, 19 de junho de 2007
Para matar um grande amor
Jamil Snege nasceu em Curitiba, em 1939. Graduou-se em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Escritor e publicitário, dividia seu tempo entre os livros e sua agência publicitária. Publicou crônicas, quinzenalmente, no jornal Gazeta do Povo. Seus principais livros são “O jardim, a tempestade” (minicontos, 1989), “Como eu se fiz por si mesmo” (memórias, 1994) e “Os verões da grande leitoa branca” (contos, 2000). Morreu em Curitiba, em 2003.
domingo, 20 de maio de 2007
Velha amiga...
Uma parada pra verificar os pneus, uma água no rosto pra espantar o sono, um cigarro pra esquentar os pulmões, uma olhada pra lua. Deu vontade de ficar ali olhando o céu, contando as estrelas, igual quando ele ficava com a filha deitado no chão da varanda... Contavam uma a uma, inventavam bichinhos, casas, ursos... A estrada chamou, o px passou informação de problemas à frente, óleo na pista... Cuidado redobrado... Mas a canção o fez esquecer da preocupação, vagar o olhar no fim da estrada, sem atentar que logo a frente estava a tênue fronteira entre viver e tentar tudo de novo...
Novo dia para uma vida nova
Um telefonema, uma carta, um sinal de fumaça, aguardava pacientemente algo, não sabia o que era. Mas sabia que viria, cedo ou tarde, não importava, só a certeza que viria. Claro, inteligível, presente. Era só a confirmação do que ele sentia, o que o espírito já sentia. Tão forte como o drops de anis que ele sempre gostou.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Sangue de Maria
Band-aid e esparadrapo no coração...
And born to be wild...
Um camponês via tudo embasbacado, nunca tinha presenciado algo tão belo, tão trágico, uma visão que jamais sairia de sua memória... Ele só não conseguia entender o porquê daquele jovem no velho Maverick sorria a apenas 10 metros da colisão fatal. E um sorriso angelical, de quem sabia o que fazia, que tudo ia mudar, que o sofrimento agora dava lugar a uma esperança maior, de paz, de silêncio, de retidão... E sorriu sim, o sorriso que por tanto tempo ele guardou fundo na alma, agora o coração falava “pare”, mas ele sorria e acelerava mais... E o velho senhor corria de encontro à tragédia, tentava ver algo em meio a fumaça, uma fisionomia, alguém... “somebody help!” ele gritava pro nada. Foi então que o inimaginável aconteceu: o velho Marevick não colidiu diretamente no caminhão!!! Estava sim tombado, amassado, mas vivo como seu ocupante. Por uma fração de segundo ele desviou da trajetória, resvalou na cabine do caminhão, girou no ar e parou capotado exatamente no meio da plantação de aveia. O que provocou a explosão foi o outro veículo que vinha da direção oposta. Lá estava o jovem, sangrando, agonizando, buscando ar no pulmão perfurado e encharcado de sangue, mas sorrindo, tentando acender o cigarro com a mão trêmula e ensangüentada. “Tem fogo aí?” Apagou...
domingo, 6 de maio de 2007
Oh happy day...
E subiu no carro, o velho carro, seu velho companheiro que insistia em não deixá-lo na mão... Acendeu o cigarro, ligou o motor possante e acelerou fundo, pra deixar junto com a poeira que ia ficando pra trás as amarguras todas. E foi pra mais um dia...
Mais uma dose, menos uma noite...
E ela falou coisas legais, deu risada, se mostrou legal. E ele se animou, pediu outra cerveja, apagou o cigarro, abriu um sorriso. Mas queria mais ouvir que falar, não tava a fim de se abrir, demonstrar fragilidade, falar do coração partido, partido com o adeus da amada... Ah, a amada mais uma vez!!! Essa que tanto tempo esteve com ele, que ainda o acompanha, agora na memória... E ela percebeu. Assustou-se, ele não abriu a guarda, não conseguia ainda abrir as portas do coração pra um novo amor, o velho ainda estava lá, castigando, tomando um espaço que não era mais dele.
E assim ela foi, ele deixou, sabia que não ia adiantar nada ir atrás, nem conseguiu se expressar... A cerveja voltava a esquentar no copo. Mais um cigarro pra tentar sufocar esse coração que insiste em se manter apertado. Parece que quanto mais ele tenta esquecer, mais a lembrança o castiga.
E foi mais alguém legal, mais uma noite passou, ele só termina o copo e volta pra casa, agora dirigindo sem rumo nas ruas, pra sua cama que tantas passaram, mas que nenhuma tocou seu coração... Só seu grande amor...





